Sintet protocola ofício e intensifica luta por valorização da educação em Miranorte

25/02/2026 25/02/2026 14:46 11 visualizações

 

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), protocolou o Ofício nº 009/2026, nesta quarta-feira (25), junto ao prefeito de Miranorte, Leandro Mota Barbosa Teles, solicitando reunião urgente com a gestão municipal para tratar da pauta deliberada pela categoria em assembleia realizada na última terça-feira (24/02).

“O Sindicato reforça que a pauta apresentada expressa a indignação e a mobilização crescente dos trabalhadores e trabalhadoras da educação da rede municipal de Miranorte”, disse o presidente do Sintet Regional de Miracema, Iata Anderson.

Em assembleia, os profissionais da educação aprovaram os seguintes encaminhamentos:

 
A categoria cobra a abertura imediata de negociação para recomposição salarial. Os professores acumulam perdas superiores a 24%, enquanto os funcionários de escola enfrentam defasagem que ultrapassa 16% em suas remunerações. A situação compromete a valorização profissional e a dignidade dos trabalhadores.


Professores com jornada de 40 horas semanais estão tendo a contribuição previdenciária recolhida com base em apenas 20 horas. A categoria denuncia a gravidade da situação, especialmente porque, desde 2010, os recolhimentos vinham sendo realizados de acordo com a jornada efetivamente trabalhada.


Os trabalhadores deliberaram pela necessidade de rever legislações aprovadas sem diálogo com a categoria, garantindo participação efetiva nos espaços de representação e fiscalização junto ao Instituto de Previdência municipal.


A rede municipal de ensino necessita, com urgência, de concurso público para suprir a carência no quadro da educação. A medida também é fundamental para fortalecer e garantir o equilíbrio financeiro do Instituto de Previdência Social do Município de Miranorte (IPSM).

A categoria deliberou que a gestão municipal tem o prazo de 15 dias para se reunir com a entidade representativa e apresentar encaminhamentos concretos para a pauta.

Caso não haja resposta ou avanço nas negociações, os trabalhadores e trabalhadoras da educação convocarão nova assembleia para definir novas medidas de mobilização.