Mulheres realizam ato unificado em Palmas no 8 de Março contra a violência e por mais direitos

09/03/2026 09/03/2026 12:01 65 visualizações

 

No último sábado (8), data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, mulheres realizaram um ato unificado em Palmas. A mobilização aconteceu na Feira Coberta do Aureny I e reuniu diversas organizações, coletivos e movimentos sociais em protesto contra a violência, o machismo e a misoginia.

O ato também levantou pautas como mais mulheres na política, o fim da escala de trabalho 6x1, a defesa da democracia e o combate ao feminicídio e à impunidade.

Participaram da mobilização cientistas, pesquisadoras, professoras, camponesas, estudantes, artistas, advogadas, ativistas, jornalistas, políticas, trabalhadoras e sindicalistas. Mulheres pretas, periféricas, indígenas e feministas também marcaram presença, reforçando a luta em defesa da vida das mulheres e pelo enfrentamento à violência de gênero.

Durante o ato, frases e palavras de ordem ecoaram entre as participantes. Entre elas:
“Parem de nos matar” e “Ser feminista não mata ninguém, já o machismo mata todos os dias”, denunciando a realidade da violência contra as mulheres no país.

As manifestantes também destacaram a importância da representatividade feminina nos espaços de poder, defendendo que mais mulheres ocupem cargos políticos e posições de decisão. Outra pauta levantada foi a necessidade de uma escala de trabalho que permita mais qualidade de vida, garantindo tempo para a família, para o autocuidado e para uma vida digna.

O ato também trouxe reflexões sobre a responsabilidade social e política na construção de políticas públicas para as mulheres, denunciando estruturas que ainda perpetuam desigualdades e violências.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) participou da mobilização em respeito e cuidado com as mulheres. A entidade esteve representada pela Diretoria Regional de Palmas, fortalecendo a luta, especialmente porque mais de 70% da categoria da educação é formada por mulheres.

A manifestação reafirmou que a defesa da vida das mulheres, o enfrentamento ao machismo e a ampliação de direitos seguem como pautas urgentes da sociedade.