O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) realizou, nos dias 7 e 8 de agosto, na sede do Sintet Central, em Palmas, o curso “Gestão Financeira Sindical”, destinado a dirigentes sindicais, presidentes das regionais, secretários de finanças e funcionários da entidade.
O curso foi ministrado pelo consultor financeiro da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Valtuir Silveira, e teve como foco a organização institucional, financeira e contábil do sindicato.
“O objetivo do curso é mostrar aos dirigentes a importância da organização financeira e estrutural do sindicato para enfrentar o desafio permanente da representação classista”, explicou Valtuir.
Dirigentes das 12 regionais do Sintet participaram da formação, que abordou aspectos relacionados à gestão financeira, ao planejamento orçamentário e à organização institucional da entidade.
Sintet anuncia reforma estatutária e planejamento estratégico
Ao encerrar o curso, o presidente do Sintet, José Roque Santiago, destacou a necessidade de avançar na organização interna do sindicato e anunciou a realização de uma reforma estatutária, a partir das orientações apresentadas durante a formação.
Para 2027, segundo José Roque, está prevista uma formação voltada à elaboração do planejamento estratégico sindical e à reestruturação do planejamento orçamentário da entidade.
“Quero pedir aos companheiros empenho, para que, na hora em que for feito o planejamento estratégico, ele esteja em cima da mesa do presidente, e assim seja executado. Às vezes, alguns de nós temos dificuldade de entender os meandros do planejamento orçamentário. Por isso, vamos organizar essa formação”, afirmou.
Consciência de classe e participação política
Além da formação sobre gestão sindical, o encontro promoveu um debate sobre conjuntura política, social e econômica, com o objetivo de discutir os impactos das políticas públicas na educação e na vida dos trabalhadores.
A organização sindical e a consciência de classe estão diretamente relacionadas. Enquanto o sindicato constitui uma forma concreta de organização dos trabalhadores, a consciência de classe envolve a compreensão de interesses comuns e a defesa coletiva de direitos e melhores condições de trabalho.
Nesse contexto, o Sintet convidou a ex-senadora Kátia Abreu e o ex-deputado federal e ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão para contribuir com a análise da conjuntura nacional e discutir políticas públicas, educação, desenvolvimento econômico e os desafios para os trabalhadores.
Kátia Abreu destaca políticas do governo federal para a educação
Durante o encontro, a ex-senadora Kátia Abreu destacou ações do governo federal voltadas à educação e à formação de professores. Entre as iniciativas citadas, está o Bolsa Licenciatura, apresentado como uma política de incentivo para estimular jovens a ingressarem em cursos de licenciatura diante da redução do interesse pela carreira docente. O programa prevê uma bolsa de R$ 2,2 mil mensais durante os quatro anos da graduação, como forma de incentivar a formação de novos professores e contribuir para o enfrentamento da falta de profissionais na educação.
A ex-senadora também mencionou outras iniciativas voltadas à formação e qualificação profissional e ressaltou a importância de políticas públicas para fortalecer a educação e valorizar a carreira docente.
Kátia também rebateu críticas direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e questionou discursos que associam o governo ao comunismo e a uma suposta oposição à família. Para ela, essas afirmações precisam ser confrontadas com as ações efetivamente adotadas durante os diferentes mandatos do presidente.
Paulo Mourão defende inclusão social, geração de empregos e desenvolvimento
Paulo Mourão defendeu que a inclusão social deve ser promovida por meio da educação, dos programas sociais, da geração de empregos e do crescimento econômico.
Segundo ele, a retomada de políticas sociais contribuiu para a redução da fome, a geração de empregos e a melhoria das condições de vida de milhares de famílias. Mourão também ressaltou que programas sociais podem contribuir para a autonomia econômica das famílias à medida que elas melhoram sua condição financeira e deixam de depender dos benefícios.
Durante a análise da conjuntura, Paulo Mourão também abordou questões relacionadas à infraestrutura no Tocantins e criticou problemas na execução e fiscalização de obras públicas. Ao citar a situação da ponte e outras obras de infraestrutura, defendeu maior planejamento, regularização, licenciamento e acompanhamento técnico por parte dos órgãos responsáveis.
Ao se dirigir aos profissionais da educação, Mourão destacou ainda as dificuldades estruturais enfrentadas pelas escolas e reconheceu o papel dos professores na garantia da educação pública e na promoção do desenvolvimento social.





