O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), José Roque Santiago, esteve na sede da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), na manhã desta quinta-feira, 13 de agosto, para cobrar uma reunião com a secretária estadual de Educação, professora Celestina, e tratar das demandas da categoria.
Acompanhado dos professores Flávio, Íris e Wanderson, orientadores e coordenadores pedagógicos, além de Rogério Lucena e Rose Marques, do Sintet Regional de Palmas, José Roque apresentou à secretária reivindicações relacionadas ao Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da educação estadual.
Uma das principais demandas apresentadas foi a inclusão dos coordenadores pedagógicos e orientadores no direito à livre docência, uma reivindicação defendida pelo Sintet e reforçada pelos profissionais presentes na reunião.
O professor Flávio destacou a expectativa da categoria em relação ao novo plano de carreira e defendeu a garantia de tempo destinado aos estudos e à formação dos profissionais.
“A gente estava na expectativa de que agora, nesse novo plano, a gente entrasse como professor. E um avanço que teve foi criar a função, que até então não tinha no plano de carreira, mas a gente gostaria de ter também o nosso momento de estudo. Essa é a proposta inicial: termos tempo de estudos”, afirmou.
Durante a reunião, a secretária Celestina reconheceu que a educação estadual acumula problemas decorrentes de anos sem atualização das carreiras, progressões e legislação.
Segundo ela, o longo período sem concursos e sem a devida atualização das progressões contribuiu para o acúmulo de demandas da categoria. A secretária também destacou as dificuldades enfrentadas durante a construção e aprovação do atual PCCR.
Celestina afirmou que, apesar dos avanços obtidos, a profundidade das discussões realizadas não foi suficiente para contemplar todas as necessidades dos profissionais da educação.
Para professora Rose Marques, a construção e a atualização do plano de carreira precisam considerar a realidade vivenciada pelos trabalhadores da educação.
“É uma construção. Como a senhora trouxe, não consegue, em um primeiro momento, abranger tudo. Mas o que é de extrema importância é que haja um diálogo e que nós tenhamos essa consciência de que quem está aqui (como gestora) precisa sempre ter em mente que precisa continuar avaliando”, afirmou.
Rose ressaltou ainda a importância da participação do sindicato nas discussões sobre a carreira e destacou que os trabalhadores da educação têm conhecimento das necessidades da categoria e também das possibilidades de negociação.
“Quem sabe dos males e das dores da educação somos nós, os professores, quem está lá na ponta. E a gente também tem a inteligência de saber o que é possível e o que não é possível. Tem coisas que a base quer e a gente chega para a base e fala: isso não é possível nesse momento”, completou.
Apesar de licenciada, Rose participou da reunião a convite da comissão de orientadores.
A secretária Celestina foi receptiva às reivindicações apresentadas pelo Sintet e se colocou à disposição para manter o diálogo com a entidade.
Como já havia outras reuniões previamente agendadas nesta quinta-feira, ficou marcado um novo encontro entre a Seduc e o sindicato para a próxima segunda-feira, 17 de agosto. Na ocasião, o Sintet deverá apresentar e discutir de forma mais ampla as demandas da categoria, incluindo as reivindicações relacionadas ao PCCR e aos direitos dos orientadores e coordenadores pedagógicos.





